segunda-feira, outubro 05, 2009

1989 - PARTE UM- TINHA UM JOVEM NO MEIO DO CAMINHO


O Massacre da Praça da Paz Celestial, consistiu em uma série de manifestações lideradas por estudantes na República Popular da China, entre 15 de abril e 4 de junho de 1989. O protesto recebeu o nome do lugar em que o Exército Popular de Libertação suprimiu a mobilização: a praça Tiananmen.
Os manifestantes  eram oriundos de diferentes grupos, desde intelectuais que acreditavam que o governo do Partido Comunista era demasiado repressivo e corrupto, a trabalhadores da cidade, que acreditavam que as reformas econômicas na China haviam sido lentas e que a inflação e o desemprego estavam dificultando suas vidas. Os protestos consistiam em marchas (caminhadas) pacíficas nas ruas de Pequim.

No dia 4 ocorreu a cena mais conhecida dos eventos: foi tirada a fotografia vencedora do World Press Photo de 1989, na qual é mostrada um jovem estudante parado no meio de uma avenida detendo a fileira de tanques que circulava por ela, em frente à porta da Cidade Proibida, até ser puxado.
Ainda, sua foto, estampou manchetes mundo afora e ganhou o Prêmio Pulitzer em 1990. Até hoje não se sabe o nome do rapaz, apelidado "Homem-tanque" ou "Rebelde Desconhecido", eleito pela Time como uma das pessoas mais influentes do século XX.

Um comentário:

Felipe disse...

O mundo já conta hoje com cerca de 7,5 bi de pessoas. Não sei ao certo com quantas contava em 1989, mas dentre esses poucos bilhões (e fica ai uma pequena ironia) um deles teve a ousadia de colocar-se à frente de uma fila de tanques de guerra em um país oprimista e ditatorial a fim de demonstrar sua oposição a este. Aquele jovem, contudo, foi retirado de onde estava, levado por algum militar e, cá entre nós, quem acredita que ele tenha ficado vivo por muito tempo?
Naquele ano, a população do mundo já era de bilhões, a da China já despontava como demasiada, e, ainda assim, mesmo com tantos telespectadores, o mundo não pode garantir justiça a um jovem estudante que protestava em prol de um governo mais justo, quiça foi capaz de revelar-lhe o nome.
A humanidade é uma, mas apenas um não pode deter um tanque.